Modos de ver 

 #5  Nov 2020

Falar de desigualdades, falar de injustiças

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Em Viagem

Adriano Miranda

Estudou na Cooperativa de Ensino Artístico Árvore no Porto e no Ar.Co em Lisboa. Fotógrafo do Público desde 1996. Professor e formador na área da Fotografia, tem livros publicados e está representado em colecções em Portugal e no estrangeiro. Faz parte do colectivo 121212 que realizou um levantamento
social de Portugal no ano de 2012 e, em 2017, publicou Carvões de Aço, sobre mineiros do Pejão, em Castelo de Paiva.

Paulo Pimenta

É fotojornalista do Público. Recebeu o 1.º Prémio de Fotojornalismo Estação Imagem (2012) e recentemente o Prémio Internacional de Fotografia Peironcely,
em Madrid, entre outros. É autor do livro São pessoas, com Adriano Miranda. O seu trabalho tem figurado em diversas publicações institucionais. Integra projectos de ventente social, de luta contra a pobreza, integração, comunidade
e património.

São Pessoas traduz uma ideia fundamental. Um ensaio fotográfico centrado no
ser humano, na sua dignidade enquanto indivíduo, cortejado nos seus direitos e na sua
plena cidadania.

 

Conscientes da enorme dimensão social que é a solidão, a exclusão e a pobreza,
numa sociedade centrada no consumo, no lucro e na descriminação, Adriano Miranda e
Paulo Pimenta decidiram dar o ser contributo com um alerta. são pessoas é também
isso. Uma tentativa através da fotografia de colocar a pobreza e a exclusão na ordem do
dia. Um pequeno contributo para a construção de um mundo melhor.

 

São Pessoas assenta em dois pilares fundamentais - solidariedade e combate.
 

A ideia inicial, que Adriano e Pimenta nunca abandonaram ao longo do desenvolvimento
do ensaio, foi produzir um conjunto de imagens em que os retratos contribuíssem
com a sua identidade. Olhos nos olhos. De meses de trabalho, de Trás-os-Montes
ao Algarve, São Pessoas, além do seu valor estético, é um documento de um país da
Europa que continua a ter variadíssimas assimetrias sociais.

JOAQUIM

GRAÇA

FRANCISCO RICO

CAROLINA

BINA E TONY

JOÃO HIGINO

JAIME

GABRIEL

ANA ROCHA

 #4 Out 2019

Jornalismo e comunicação na aprendizagem do mundo

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Em Viagem

Afonso Cruz

Nasceu em 1971, na Figueira da Foz e, além de escritor, é também ilustrador, músico e cineasta. Desde 2008, ano em que se iniciou na escrita, publicou  cerca de trinta livros, entre romances, teatro, não-ficção, álbuns ilustrados,
novelas juvenis e ainda uma enciclopédia inventada. Recebeu vários prémios pelos seus livros, cujos direitos estão vendidos para vinte línguas.

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Iraque

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Iraque

Kuwait

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 #3 Jan 2019

Cooperação para o Desenvolvimento: Interesses nacionais

ou agenda do bem comum?

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Frammenti / Fragmentos

(2013)

Mario Badagliacca

É um fotógrafo siciliano freelancer. Estudou Política e Relações Internacionais na Universidade Oriental de Nápoles e foto-reportagem e fotojornalismo em Roma.
A par da sua actividade como fotógrafo, colabora com diversas ONG. O seu trabalho documenta as migrações, o quotidiano nas fronteiras, a violação dos Direitos Humanos e outros temas sociais.

Lampedusa oferece-nos um observatório privilegiado da odisseia contemporânea da migração transnacional. Há mais de uma década, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças que chegam a esta pequena ilha no Mediterrâneo – mais perto de África do que de Itália – têm sido privados dos seus pertences e levados para os chamados “centros de identificação e expulsão”. Este acto de desapropriação, simultaneamente real e simbólica, tem privado os migrantes da sua identidade, tornando-os meros números.


Além de perderem os seus pertences – destinados a serem destruídos, – os migrantes são privados dos seus direitos básicos. No final da sua longa viagem, têm de enfrentar a discriminação e as leis e regulações ilusórias da “Europa Fortaleza”, mesmo quando buscam asilo político.

 

A oportunidade para este trabalho surgiu da ideia de iniciar um projecto que recuperasse os objectos, iniciado por diferentes associações e a Biblioteca Regional de Palermo. Deparei-me, num sótão escuro em Lampedusa, perante dezenas de caixas cheias de objectos deixados para trás por migrantes: sapatos usados, roupas, pacotes de cigarros, cruzes, bússolas, exemplares da Bíblia e do Corão, diários e cartas pessoais. Despejados originalmente na lixeira da ilha, e depois recuperados e armazenados por um grupo de voluntários locais, membros da associação Askavusa, estes fragmentos das vidas dos migrantes ajudam a traçar as diferentes subjectividades, medos, desejos, juntamente com a necessidade comum de sobrevivência.

Fragmentos / Frammenti

Fragmentos / Frammenti

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Fragmentos / Frammenti

Fragmentos / Frammenti

 #2 Jun 2018

Inovação: imaginar novos percursos para o desenvolvimento

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Foi pelo olhar da minha
mãe que vi o mundo

- exposição Mulheres de São Tomé e Príncipe

Dário Pequeno Paraíso

Estudou na Cooperativa de Ensino Artístico Árvore no Porto e no Ar.Co em Lisboa. Fotógrafo do Público desde 1996. Professor e formador na área da Fotografia, tem livros publicados e está representado em colecções em Portugal e no estrangeiro. Faz parte do colectivo 121212 que  realizou um levantamento social de Portugal no ano de 2012 e, em 2017, publicou Carvões de Aço, sobre mineiros do Pejão, em Castelo de Paiva.

Nesta ilha, as mulheres carregam um fardo pesado, que inveja quem não consegue e entristece quem consegue. Sei pouco deste sentimento, apenas observo, em todos os cantos das roças, das quintas, dos campos e da cidade. Existem momentos e trocas de olhares em que revivo o olhar da minha mãe – forte, capaz, esperançoso, (e melhor ainda) corajoso.
 

Fui do norte ao sul de São Tomé e Príncipe e entre palaiês, advogadas, empreendedoras, vendedoras do mercado e empresárias, as inspiradoras histórias das suas vidas remetem-me a um lado sombrio e escondido na luta da igualdade de género. O percurso para melhorar as suas condições de vida é longo e apenas os seus sorrisos esquecem das suas tristeza.

- Sinceramente? A ligação aconteceu numa tarde calorosa de Novembro e
entendi o que seria viver e crescer nesta terra, em que sonhava ter um pedaço
deste olhar. Viajamos até Junho, a entender a esperança, lutando pela igualdade,
ouvindo desabafos, alegrias e tristezas. Sabia que não o iria sentir mesmo se tocasse
ou visse. Iria apenas sentir, se vivesse pela verdade dos factos pois o contrário
nunca arrefece.


Tenho saudades do nosso Janeiro.

Rosa do Carmo

Rosa Antónia do Carmo, artesã de Picão, Príncipe

Júlia Santiago

Júlia Santiago, costureira / empresária de Porto Alegre

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Maria de Fátima Silva, agricultora, palaiê e presidente da Associação das Mulheres Agricultoras Unidas, de Claudino Faro, distrito de Cantagalo

Beatriz Azevedo

Beatriz Azevedo, deputada de Angolares

Célia Posser

Célia Posser, presidente da Plataforma de Direitos Humanos e Equidade de Género, Bastonária da Ordem dos Advogados, São Tomé

Arlinda da Silva Duarte

Arlinda da Silva Duarte, produtora de banana seca de Vista Alegre, distrito de Mé Zochi

Alice Teresa da Cruz

Alice Teresa da Cruz, palaiê de Ribeira Peixe

Vera Cravid

Vera Cravid, jurista e magistrada do Ministério Público em São Tomé

Vicentina Fernandes

Vicentina Fernandes, enfermeira na Associação São-Tomense para o Planeamento Familiar, São Tomé

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Conceição Lima, jornalista e poetisa, São Tomé

Janaína Lopes

Janaína Lopes, economista no Banco Central, São Tomé

 #1 Jan 2018

A propósito de fragilidades e complexidades do desenvolvimento

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“Os mais velhos e os mais novos

de Bissau Velho”
- uma exposição

Adriano Miranda

Estudou na Cooperativa de Ensino Artístico Árvore no Porto e no Ar.Co em Lisboa. Fotógrafo do Público desde 1996. Professor e formador na área da Fotografia, tem livros publicados e está representado em colecções em Portugal e no estrangeiro. Faz parte do colectivo 121212 que  realizou um levantamento social de Portugal no ano de 2012 e, em 2017, publicou Carvões de Aço, sobre mineiros do Pejão, em Castelo de Paiva.

Existem lugares em que o olhar nos remete constantemente para o passado. São lugares de história. A velha Bissau é assim. Um mistério. As casas, as ruas, o porto, as pessoas. Tudo é agitado, tudo é presente e tudo é passado. Para um fotógrafo é um lugar magnífico. A Fotografia gosta dos pigmentos, das rugas, dos cheiros, da franqueza. Ali temos tudo isso. Em cada esquina. Em cada barbearia. Em cada café. Em cada passeio.


O povo alimenta os quarteirões com os negócios, com as amizades, com as vaidades, com as irreverências, numa agitação por vezes perturbante. Sou branco. De máquina fotográfica ao peito. Olhado de lado por vezes. Olhado como amigo tantas outras. E depois, vem o sorriso comprometedor. O primeiro abraço que é o último. E depois ouço as histórias de vida. Comovo-me. E o branco que sou eu, ensinado desde a nascença, que os povos têm direito à sua independência, fico grato pela mão grande que aperta a minha mão pequena. Como irmãos.

DESPACHANTE

Luiz Duarte, despachante oficial

COZINHEIRA

Hermelinda Pereira, cozinheira

PAPELARIA

Michael, empregado na papelaria

PAPELARIA

Zaquia Gomes, empregada na papelaria

BARBEIRO

António Rana, barbeiro

PEIXEIRA

Natividade Gomes, vendedora de peixe

BANCARIA

Astrides Dias, bancária

FARMACEUTICO

Mohamed Fall, farmacêutico

SAPATEIRO

Máximo Có, sapateiro

LAVADOR DE CARROS

Adelino Vieira, lavador de carros

GUARDA

Júlio Bali, guarda da Casa dos Direitos

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LAVADOR DE CARROS

Adelino Vieira, lavador de carros