Inovações

 #4 Out 2019

Jornalismo e comunicação na aprendizagem do mundo

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Partir com o Jornalismo
e pelo Desenvolvimento

Cinco edições da Bolsa de
Criação Jornalística

Carlos Camponez

É subdirector da Licenciatura em Jornalismo e Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coordena o Grupo de Investigação em Comunicação, Jornalismo e Espaço Público do CEIS20 e dirige a revista Mediapolis.  Jornalista, é membro suplente do Conselho Deontológico do Sindicato
dos Jornalistas.

Chegada à quinta edição, a Bolsa de Criação Jornalística sobre o Desenvolvimento apoiou já, desde 2015, um total de 15 grandes reportagens, em som, imagem, papel e plataformas multimédia, realizadas em Portugal, na Europa e em África. O projeto contribuiu para colocar na agenda mediática as questões do desenvolvimento e da cooperação. Mas foi algo mais: foi um partir em reportagem com os media e os jornalistas com ideias e para sítios que, em condições normais, muito provavelmente, não realizariam e não iriam.

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A internet discrimina a maioria das populações porque não reflecte a
diversidade de línguas faladas no mundo

 

É jornalista há cinco anos, em Paris. Originalmente do Benim e Yoruba,
trabalha há alguns anos em temas relacionados com a tecnologia
e a sua influência em África. Tem assistido à mais recente turbulência
digital do continente e está muito interessada em saber como essas ferramentas podem ajudar a imaginar-nos um futuro mais inclusivo.

Abèdjè Sinatou Saka

A internet é um espaço político. É um facto. As línguas que não estão lá representadas são inexistentes para muitas pessoas no planeta. Uma língua é uma porta de entrada para toda uma cultura que também é, de facto, invisível neste espaço. Imaginem um agricultor beninense que não pode usar uma aplicação para telemóvel para se conectar com potenciais compradores, e que também lhe permitiria melhorar o seu rendimento, simplesmente porque a aplicação não existe na sua língua (o fon, por exemplo).

 

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 #3 Jan 2019

Cooperação para o Desenvolvimento: Interesses nacionais

ou agenda do bem comum?

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“Vozes de Nós”
Ressonâncias de inovação
social num (in)certo modelo
de cooperação

Orlando Garcia

Sociólogo, investigador e “engenheiro social”. Trabalha regularmente em planeamento social e na operacionalização de programas em rede e em parceria. Cofundador, Presidente da Mesa da AG e activista do Chapitô. Docente do Ensino Superior nas áreas da Intervenção Social. 40 anos de experiência em Cooperação para o Desenvolvimento com 37 missões realizadas (em todos os países da CPLP). Diversos livros, artigos e relatórios editados.

Vozes de Nós está a começar a ser um processo de média / longa duração. Horizonte distante mas percetível. É seguramente o projeto e processo CPLP mais ancorado no “social” e no núcleo mais sensível desse “social” – porque é o mais futurível: foca-se nas crianças e adolescentes e enfrenta as exclusões precoces. Nasceu no quadro da CPLP, está sujeito às formalidades e procedimentos que são exigidos numa organização transnacional (acompanhamentos, apresentações de resultados e sua dinamização e etapas negociais nas transições) e sempre foi protagonizado por 8 agências das respetivas sociedades civis dos 8 países.

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Inovação social, direitos humanos e
desenvolvimento: a “Casa dos Direitos” na Guiné-Bissau

Rosana Albuquerque

Professora na Universidade Aberta e investigadora
do Centro de Estudos das Migrações e Relações Interculturais. Tem licenciatura em Política Social, mestrado em Relações Interculturais e doutoramento em Sociologia. Lecciona nestas áreas e tem trabalhado sobre associativismo e participação cívica; intersecções entre sexismo e racismo e outras discriminações; políticas sociais e desenvolvimento
sustentável. Integra o SOS Racismo e a direcção da ACEP.

Partimos de uma perspectiva política da inovação social, a qual chama a atenção para o papel dos actores e das redes de cooperação na promoção do desenvolvimento e da democracia. Nesta perspectiva, a inovação social traduz-se em novas formas de organização e ideias para responder às necessidades e aos riscos que as sociedades enfrentam, ao mesmo tempo que (re)criam formas de interacção e colaboração com impacto positivo no reforço das capacidades de agir da sociedade, na qualidade de vida e no bem-estar.

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Inovação no ensino assistido por computador – o PMATE e o PENSAS@MOZ

António Batel Anjo

Doutorado em Matemática, co-fundador do PmatE e do Pensas na Universidade de Aveiro. Assessor do Ministro da Educação de Moçambique. Fundador e director executivo do ONG Moçambicana Osuwela e director de investigação e extensão do ISCTEM (Instituto Superior de Tecnologia e Engenharia de Moçambique).

Falar do Projeto Pensas é falar de cooperação e de educação para o desenvolvimento. O Projeto Pensas, como projeto de cooperação e educação para o desenvolvimento cumpre assim, fidedignamente, os desígnios quer de uma quer de outra palavra. É um projeto de cooperação porque aposta, em todas as suas ações e intentos, no trabalho colaborativo e de equipa, ligando e aproximando dois países distintos como Portugal e Moçambique e outros que partilham a Língua Portuguesa como língua oficial, sem, em momento algum, assumir uma atitude impositiva.

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 #1 Jan 2018

A propósito de fragilidades e complexidades do desenvolvimento

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PARTIS: inserção social pela arte

Hugo de Seabra

Gestor de Projectos no Programa de Desenvolvimento Humano da Fundação Calouste Gulbenkian. É responsável pelas intervenções nos domínios das migrações, comunidades urbanas e práticas artísticas para a inclusão social. Juntou-se à Fundação em 2005 para apoiar o desenvolvimento de projectos nos domínios da integração de imigrantes. Antes disso, foi consultor na área do Planeamento do Ministério da Justiça, durante 4 anos.

Calouste Sarkis Gulbenkian, Arménio nascido em Istambul em 1869, veio a ser um dos mais importantes empreendedores do Séc. XX, tornando-se num Colecionador e Filantropo reconhecido a nível mundial.


Calouste Gulbenkian passa os 13 últimos anos da sua vida em Lisboa e, na sequência da sua morte em 1955, estabelece em testamento a constituição de uma fundação internacional, com o seu nome e com a missão de agir em benefício de toda a “humanidade”. De acordo com o Artigo n.º10 deste testamento “Os seus fins são de caridade, artísticos, educativos e científicos”.

 

Neste quadro, desde 1956 a Fundação Calouste Gulbenkian, através de diferentes programas e apoios, tem vindo a contribuir para a evolução das sociedades nestes diferentes domínios.

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Kriolofunia: um festival

para falar (do) Kriol

António Spencer Embaló

Sociólogo e investigador guineense especializado em políticas públicas, género, comunicação e desenvolvimento comunitário. Fazedor da Kultura e apaixonado pelo Kriol, é membro fundador da Corubal. Activista e ambientalista, é membro fundador da Organização Guineense de Desenvolvimento (OGD) e coordenador do sector da Produção, Rendimento e Emprego.

Já na sua terceira edição, a Bienal do Kriol surgiu da ideia de um grupo de pensantes guineenses fortemente estimulados pelo então director do Centro Cultural Franco Bissau Guineense (CCFBG), Guillaume Thieriot, para criar espaço livre de preconceitos e promiscuidades técnica-intelectual para a reflexão, debate e apresentação de propostas descomplexadas e concretas sobre a multidimensionalidade e multifuncionalidade do Kriol.

 

A primeira edição da Sumana di Kriolofunia acontece, em 2013, em plena ressaca do Golpe de Estado de Abril de 2012, de uma iniciativa conjunta entre o CCFBG, a Universidade Amílcar Cabral (UAC) e a Cooperativa de Produção e Divulgação Cultural e Científica (Corubal), sob o lema Nô papia (“vamos falar [do Kriol]”). Além de se falar do “perfume” do kriol no cinema, no teatro, na música e na literatura, organizaram-se três sessões de reflexão e debate sobre a importância do reconhecimento do Kriol como ferramenta fundamental de comunicação e ensino para os seus falantes – sobretudo para o povo guineense.

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