Conversas Imperfeitas

 

 #5  Nov 2020

Falar de desigualdades, falar de injustiças

Descarregar revista online

Ler as desigualdades como formas de múltiplas injustiças

Rogério Roque Amaro

Elísio Macamo

Professor Associado do Departamento de Economia Política do ISCTE - IUL / Instituto Universitário de Lisboa, é doutorado em Análise e Planeamento do Desenvolvimento pela Université des Sciences Sociales II, Grenoble (França). Tem desenvolvido e apoiado vários projectos de intervenção comunitária e Economia Solidária em diferentes zonas do país e do mundo.

Professor de Sociologia e Estudos Africanos na Universidade de Basileia, Suíça. Nasceu e cresceu em Moçambique, formou-se em Moçambique, na Inglaterra e na Alemanha. Já foi bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia como investigador pós-doutorado no Centro de Estudos Africanos do ISCTE. Interessa-se actualmente por questões metodológicas, mas continua a fazer pesquisas sobre questões do Desenvolvimento.

Falar de desigualdades significa falar de injustiça, pelo menos numa das suas expressões, que é a impossibilidade de determinadas pessoas terem acesso a determinados recursos. Falamos não só de recursos económicos, mas também de recursos políticos, culturais, ambientais, etc. De que forma é que este tema das desigualdades, lido como injustiça, tem consequências nefastas numa multiplicidade de áreas?

Ler mais...

 #4 Out 2019

Jornalismo e comunicação na aprendizagem do mundo

Descarregar revista online

 

O jornalismo e a necessidade
de muitas (outras) histórias

Euclides Gonçalves

Cândida Pinto

É co-fundador e director da Kaleidoscopio. É doutorado em Antropologia pela Universidade
de Witwatersrand (2012) e a sua pesquisa concentra-se em estudos sobre governação, processos burocráticos e rituais políticos em Moçambique.

É jornalista e vive em Lisboa. Iniciou a vida profissional na Antena 1 e posteriormente na TSF. Optou depois pela televisão na RTP. Fez parte do grupo fundador da primeira televisão privada, a SIC, onde foi repórter, editora de Internacional e coordenadora da Grande Reportagem. Foi diretora da SIC Notícias e diretora-adjunta do Expresso. Recebeu vários prémios nacionais e internacionais. Em 2019, iniciou funções como diretora-adjunta de Informação na RTP.

De um lado, um antropólogo moçambicano, do outro, uma jornalista portuguesa com vasta experiência em reportagem internacional conversam sobre a vertigem do jornalismo na actualidade, as imagens produzidas sobre o continente africano e a forma como as questões do Desenvolvimento são (re)tratadas nos media portugueses. Afinal do mesmo lado, a considerarem que é necessário incluir na agenda mediática outras histórias e outras narrativas.

Ler mais...

 

 #3 Jan 2019

Cooperação para o Desenvolvimento: Interesses nacionais

ou agenda do bem comum?

Descarregar revista online

Focar a Cooperação para o
Desenvolvimento na criação de
capacidades locais que perdurem

Clare Short

Nathalie Beghin

É formada em Ciência Política pela Universidade de Leeds, no Reino Unido. Foi membro do Parlamento britânico entre 1983 e 2010. Em 1997 foi nomeada Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional (DFID). Entre 2011 e 2016 presidiu a Iniciativa de Transparência na Indústria Extrativa. Atualmente, é presidente dos Conselhos de Administração das organizações “Cities Alliance” e “Welfare Association”.

Licenciada em Economia pela Université Libre
de Bruxelles, com mestrado e doutoramento em Políticas Sociais pela Universidade de Brasília. Foi assessora do representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil e fez parte da Oxfam no Brasil. Em 2011, participou na elaboração e implementação do Plano Nacional para Superação da Pobreza Extrema no Brasil. Desde 2012 é coordenadora
de assessoria do Instituto de Estudos Socioeconómicos (INESC).

Defensoras de uma Cooperação para o Desenvolvimento de parceiros iguais e objectivos comuns, Clare Short e Nathalie Beghin conversam sobre as actuais tendências do sector, demonstrando relutância em relação à APD muito centrada em projectos e na gestão orientada para os resultados. Ambas concordam que um dos focos centrais da Cooperação para o Desenvolvimento tem que ser a criação de capacidades locais que perdurem. A solução não passa por trazer de fora pessoas, financiadas pelos doadores, que deixam eventualmente o país sem gerar capacidades locais.

Ler mais...

 #2 Jun 2018

Inovação: imaginar novos percursos para o desenvolvimento

Descarregar revista online

 

A criatividade e inovação é
fazer as coisas diferentemente
e de maneira mais eficiente

Rui Santos

José Brito

Vice-presidente da CESO, professor convidado na Maastricht School of Management e Colégio da Europa, formador do Conselho da Europa em gestão de projectos de promoção dos Direitos Humanos, autor de Gestão do Ciclo de Projectos de Desenvolvimento e co-autor do Manual de Procurement Internacional, trabalha em cooperação para o desenvolvimento há mais de 25 anos, de África à Europa Central e de Leste, passando pela América Latina e Caraíbas.

Nascido em Dacar, é Administrador da IHABA, que visa apoiar a construção de empresas
de inovação em África. Foi Ministro de vários Governos de Cabo Verde: Plano e Cooperação
(77/91), Economia, Crescimento e Competitividade (07/08), Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades
(08/11). Coordenou o projecto da ONU Futuros Africanos, visando ajudar os governos africanos a desenvolver processos de planeamento estratégico.

A questão da inovação vai muito para além da dimensão tecnológica e não pode ser vista como um fenómeno de modas, mas como algo estruturante no mundo do desenvolvimento. Nesse sentido, urge uma apropriação do desenvolvimento – por parte dos Governos, mas também da sociedade civil e de outros actores – para que o desenvolvimento seja realmente inclusivo e estejam reunidas as condições à criação de um ambiente favorável à inovação também social e organizacional.

Ler mais...

 #1 Jan 2018

A propósito de fragilidades e complexidades do desenvolvimento

Descarregar revista em PDF

 

Uma visão positiva
da luta pelo
desenvolvimento

Carlos Sangreman

Geraldo Martins

Licenciado em Economia no ISEG e doutorado em Estudos Africanos no ISCTE. Professor aposentado na Universidade de Aveiro e investigador e dirigente do CEsA – Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina. Tem desenvolvido consultoria internacional nos PALOP e Timor-Leste. Foi assessor para a cooperação do MTSSS (2008/12). É autor de artigos e livros sobre as temáticas do desenvolvimento.

Foi Ministro da Educação (2001/03) e da Economia e Finanças (2014/16) da Guiné-Bissau, e quadro do Banco mundial. Autor e coautor de estudos sobre ajustamento estrutural, sectores sociais, educação, demografia, é licenciado em química-física (Univ. Moldávia) e em Direito (Univ. Direito de Bissau), e mestre em Gestão e Políticas Públicas pela Universidade de Londres, com pós-graduação em Economia pela mesma instituição.

Promover uma transformação estrutural da Guiné-Bissau em dez anos é o objectivo do plano Terra Ranka – assente numa visão de um país estável, de desenvolvimento médio, bem governado e simultaneamente um modelo de gestão ambiental sustentável. Sendo um plano a dez anos, pressupõe uma visão suprapartidária e um verdadeiro compromisso nacional. Apesar das vicissitudes que estão a marcar a sua execução, da conversa fica a esperança que o Terra Ranka não seja uma oportunidade perdida.

 

Ler mais...

© 2020 ACEP / CEsA