Conversas Imperfeitas

 #4 Out 2019

Jornalismo e comunicação na aprendizagem do mundo

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O jornalismo e a necessidade
de muitas (outras) histórias

Euclides Gonçalves

Cândida Pinto

É co-fundador e director da Kaleidoscopio. É doutorado em Antropologia pela Universidade
de Witwatersrand (2012) e a sua pesquisa concentra-se em estudos sobre governação, processos burocráticos e rituais políticos em Moçambique.

É jornalista e vive em Lisboa. Iniciou a vida profissional na Antena 1 e posteriormente na TSF. Optou depois pela televisão na RTP. Fez parte do grupo fundador da primeira televisão privada, a SIC, onde foi repórter, editora de Internacional e coordenadora da Grande Reportagem. Foi diretora da SIC Notícias e diretora-adjunta do Expresso. Recebeu vários prémios nacionais e internacionais. Em 2019, iniciou funções como diretora-adjunta de Informação na RTP.

De um lado, um antropólogo moçambicano, do outro, uma jornalista portuguesa com vasta experiência em reportagem internacional conversam sobre a vertigem do jornalismo na actualidade, as imagens produzidas sobre o continente africano e a forma como as questões do Desenvolvimento são (re)tratadas nos media portugueses. Afinal do mesmo lado, a considerarem que é necessário incluir na agenda mediática outras histórias e outras narrativas.

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 #3 Jan 2019

Cooperação para o Desenvolvimento: Interesses nacionais

ou agenda do bem comum?

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Focar a Cooperação para o
Desenvolvimento na criação de
capacidades locais que perdurem

Clare Short

Nathalie Beghin

É formada em Ciência Política pela Universidade de Leeds, no Reino Unido. Foi membro do Parlamento britânico entre 1983 e 2010. Em 1997 foi nomeada Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional (DFID). Entre 2011 e 2016 presidiu a Iniciativa de Transparência na Indústria Extrativa. Atualmente, é presidente dos Conselhos de Administração das organizações “Cities Alliance” e “Welfare Association”.

Licenciada em Economia pela Université Libre
de Bruxelles, com mestrado e doutoramento em Políticas Sociais pela Universidade de Brasília. Foi assessora do representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil e fez parte da Oxfam no Brasil. Em 2011, participou na elaboração e implementação do Plano Nacional para Superação da Pobreza Extrema no Brasil. Desde 2012 é coordenadora
de assessoria do Instituto de Estudos Socioeconómicos (INESC).

Defensoras de uma Cooperação para o Desenvolvimento de parceiros iguais e objectivos comuns, Clare Short e Nathalie Beghin conversam sobre as actuais tendências do sector, demonstrando relutância em relação à APD muito centrada em projectos e na gestão orientada para os resultados. Ambas concordam que um dos focos centrais da Cooperação para o Desenvolvimento tem que ser a criação de capacidades locais que perdurem. A solução não passa por trazer de fora pessoas, financiadas pelos doadores, que deixam eventualmente o país sem gerar capacidades locais.

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 #2 Jun 2018

Inovação: imaginar novos percursos para o desenvolvimento

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A criatividade e inovação é
fazer as coisas diferentemente
e de maneira mais eficiente

Rui Santos

José Brito

Vice-presidente da CESO, professor convidado na Maastricht School of Management e Colégio da Europa, formador do Conselho da Europa em gestão de projectos de promoção dos Direitos Humanos, autor de Gestão do Ciclo de Projectos de Desenvolvimento e co-autor do Manual de Procurement Internacional, trabalha em cooperação para o desenvolvimento há mais de 25 anos, de África à Europa Central e de Leste, passando pela América Latina e Caraíbas.

Nascido em Dacar, é Administrador da IHABA, que visa apoiar a construção de empresas
de inovação em África. Foi Ministro de vários Governos de Cabo Verde: Plano e Cooperação
(77/91), Economia, Crescimento e Competitividade (07/08), Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades
(08/11). Coordenou o projecto da ONU Futuros Africanos, visando ajudar os governos africanos a desenvolver processos de planeamento estratégico.

A questão da inovação vai muito para além da dimensão tecnológica e não pode ser vista como um fenómeno de modas, mas como algo estruturante no mundo do desenvolvimento. Nesse sentido, urge uma apropriação do desenvolvimento – por parte dos Governos, mas também da sociedade civil e de outros actores – para que o desenvolvimento seja realmente inclusivo e estejam reunidas as condições à criação de um ambiente favorável à inovação também social e organizacional.

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 #1 Jan 2018

A propósito de fragilidades e complexidades do desenvolvimento

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Uma visão positiva
da luta pelo
desenvolvimento

Carlos Sangreman

Geraldo Martins

Licenciado em Economia no ISEG e doutorado em Estudos Africanos no ISCTE. Professor aposentado na Universidade de Aveiro e investigador e dirigente do CEsA – Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina. Tem desenvolvido consultoria internacional nos PALOP e Timor-Leste. Foi assessor para a cooperação do MTSSS (2008/12). É autor de artigos e livros sobre as temáticas do desenvolvimento.

Foi Ministro da Educação (2001/03) e da Economia e Finanças (2014/16) da Guiné-Bissau, e quadro do Banco mundial. Autor e coautor de estudos sobre ajustamento estrutural, sectores sociais, educação, demografia, é licenciado em química-física (Univ. Moldávia) e em Direito (Univ. Direito de Bissau), e mestre em Gestão e Políticas Públicas pela Universidade de Londres, com pós-graduação em Economia pela mesma instituição.

Promover uma transformação estrutural da Guiné-Bissau em dez anos é o objectivo do plano Terra Ranka – assente numa visão de um país estável, de desenvolvimento médio, bem governado e simultaneamente um modelo de gestão ambiental sustentável. Sendo um plano a dez anos, pressupõe uma visão suprapartidária e um verdadeiro compromisso nacional. Apesar das vicissitudes que estão a marcar a sua execução, da conversa fica a esperança que o Terra Ranka não seja uma oportunidade perdida.

 

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